Foliculite: tratamento para foliculite na barba e na nuca

É a inflamação dos folículos capilares. Saiba como tratar a foliculite.

A foliculite tem início quando os poros ficam bloqueados e os pelos não conseguem despontar. Pode ocorrer no corpo todo: por exemplo, ao fazer a barba ou atritar a pele com a roupa, os poros podem ser danificados. Em muitos casos, a foliculite pode estar associada a infecções por bactérias do gênero Estafilococo.



Em outras situações, a foliculite é determinada por fungos do gênero Tinae, mais comuns em homens e prejudicam principalmente o lábio superior. O barbear geralmente complica a inflamação, normalmente chamada de “coceira de barbeiro”.

foliculite na nuca

Existem também casos de pseudofoliculite. Afetam principalmente homens de cor negra (em geral, com a pela mais espessa). A principal causa é o corte rente da barba ou dos cabelos: os pelos se retraem, “crescendo para dentro” (os fios se retraem de volta para a pele).

O diagnóstico da foliculite geralmente se baseia na avaliação do aspecto da pele. O dermatologista pode solicitar exames laboratoriais para identificar o gênero de bactérias ou fungos que está provocando a inflamação, que pode estar associada a outros agentes patogênicos.

A foliculite pode atingir qualquer área do corpo, em especial o rosto, pescoço, virilha e genitais. Os principais sintomas são a coceira, erupções cutâneas e espinhas, que podem formar uma crosta semelhante à acne em casos mais avançados.

foliculite

Cuidados para evitar a foliculite

Em casos leves de foliculite – mais de 90% das ocorrências – é possível tratá-las com compressas de água morna (por volta dos 38°C). A diferença de temperatura pode promover a drenagem dos folículos afetados, abrindo-os e liberando o crescimento dos fios.

O aquecimento da pele em apenas 1°C é suficiente para manter nossos “colegas” em população normal, como chamam os cientistas. Em 2°C (um banho quentinho), começamos a matar nossas colônias de bactérias e fungos.

Em casos mais graves, pode ser necessário recorrer a medicamentos. Apenas um médico, de posse de exames laboratoriais, pode indicar a medicação adequada: antifúngicos ou antibióticos por via oral ou tópica. A automedicação é sempre prejudicial e, em casos de foliculite, pode ser totalmente inócua: fungos não respondem a antibióticos, da mesma forma que as bactérias “riem” dos antifúngicos.

Seja como for, estes dois Reinos (bactérias e fungos são tão comuns na natureza que receberam a qualificação de Reino, assim como Animais, Vegetais e Minerais) colonizam naturalmente o nosso corpo – algumas de nossas funções orgânicas não seriam possíveis sem eles – e não podemos apenas eliminá-los: a foliculite ocorre quando estas populações crescem exageradamente, não se trata de uma invasão, como ocorre nos casos de gripes e resfriados.foliculite na barba

As infecções e inflamações por foliculite, muito comuns também nas nádegas e coxas, podem apresentar recidivas. Quando apresentam pus (principalmente no bumbum, quando formam espinhas amareladas), podem ser tratadas com sabonetes antissépticos (os ideais são os que contêm ácido salicílico na formulação).

Nestes casos, mesmo com os banhos mornos, tente evitar passar muitas horas sentado e usar roupas muito justas, que aumentam o atrito. Uma ajuda para reduzir a foliculite é dormir com roupas folgadas ou sem roupa nenhuma. Se não for possível, use calcinhas e cuecas de algodão, que permitem melhor respiração da pele.

Cremes formulados com ureia ou ácido glicólico ajudam a desencravar pelos, mas os locais em que a foliculite se instala merece uma hidratação especial: uma esponja esfoliante (que pode ser uma esponja de bucha natural) ajuda a eliminar células mortas e a combater a foliculite.

Depilação ajuda na foliculite?

Por fim, a depilação. Não existe um método para evitar a foliculite nestes procedimentos. A depilação é cada vez mais comum: mulheres já a adotavam, mas o número de adeptos do sexo masculino é cada vez maior.

O melhor método é a depilação a laser, que provoca menos danos à pele. A maioria das pessoas, no entanto, inclusive por razões financeiras, recorre às lâminas no momento de retirar os pelos (já foram lançadas até lâminas de depilação masculinas, uma ideia impensável até dez anos atrás).

Nestes casos, passe a lâmina sempre no sentido em que os pelos crescem e abuse dos hidratantes depois da “raspagem”. Isto evita em muito os riscos de foliculite.


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